segunda-feira, setembro 21, 2020
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Cultura do Centro-Oeste

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Cultura do Centro-Oeste

A Região Centro-Oeste do Brasil é constituída por três estados: Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal, onde está localizado a capital do país, Brasília.

Em uma posição estratégica, essa região faz fronteira com todas as outras regiões do Brasil, além dos países sul-americanos Bolívia e Argentina.

A formação do centro-oeste se deu como fruto da miscigenação entre os povos indígenas, gaúchos, mineiros, paulistas, bolivianos e paraguaios. Esse fator acabou por influenciar na sua cultura, caracterizando-a como totalmente plural, ao incorporar elementos de cada população.

O Centro-Oeste tem se tornado conhecido pela música sertaneja, que movimenta bilhões na economia e produz eventos importantes.

Pertencem a região importantes patrimônios culturais materiais e imateriais, tais como a Cavalhada e a Festa do Divino Pai Eterno, alguns até tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

As riquezas naturais do centro-oeste têm propiciado o turismo ambiental, como é o caso das lindas cachoeiras na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e os paraísos de Bonito, em Mato Grosso do Sul, e Nobres, em Mato Grosso.

Na culinária a competição com outros locais também é acirrada, com destaque para: arroz com pequi, arroz carreteiro, pamonha, maria-isabel, entre outros deliciosos pratos.

Embora seja a única região que não é banhada pelo mar, existem muitos outros atrativos. Conheça um pouco mais sobre a cultura do centro-oeste e faça uma visita para apreciar as suas riquezas!


Festas da Região Centro-Oeste

Existem várias festas populares nessa região. Ao longo do ano, você pode se organizar para conhecê-las. Como citamos, algumas já se tornaram até patrimônio, decorrente da história que há por trás de sua criação e necessidade de manutenção na memória do povo.

Veja exemplos de festas da Região Centro-Oeste:

Cavalhada


Na cidade de Pirenópolis, em Goiás, ocorre uma das mais importantes cavalhadas do Brasil, as Cavalhadas de Pirenópolis. Instituídas pelo padre Manoel Amâncio da Luz, em 1826, como formato da peça O batalhão de Carlos Magno, a tradição permanece até hoje.

Implementadas pela rainha Isabel, de Portugal, em razão de novos conflitos religiosos, as cavalhadas simbolizam a luta entre os cavaleiros cristãos (de roupas azuis) e mouros (de roupas vermelhas), armados com lanças e espadas. Os embaixadores, príncipes e reis representam a nobreza, e os demais personagens mascarados representam a população.

São três dias de encenação teatral, com uma batalha por dia. Por fim, os cristãos saem vitoriosos, e os mouros são convertidos ao Cristianismo.

Procissão do Fogaréu

A Procissão do Fogaréu da Cidade de Goiás é mais uma das cerimônias tradicionais do estado, é o único local a realizar essa manifestação cultural.

Alguns escritos relatam que a festa é celebrada na Cidade de Goiás desde 1745, tendo sido organizada pelo padre João Perestelo de Vasconcelos Espíndola.

O ritual que mescla religiosidade e folclore chegou ao Arraial de Sant’Anna, antigo nome da Cidade de Goiás, no período da exploração do ouro pelos portugueses.

Celebrado na quarta-feira da Semana Santa, durante as comemorações da Páscoa, a encenação retrata a busca e a prisão de Cristo, em que os farricocos (representados na imagem acima) são os elementos centrais.

Folia de Reis

A Folia de Reis é uma festa católica, cuja intenção é celebrar a visita dos Três Reis Magos (Gaspar, Melchior e Baltazar) ao menino Jesus.

Com duração de 12 dias, do dia 24 de dezembro, véspera do Natal, o nascimento de Cristo, até o dia 6 de janeiro, dia em que os Reis Magos chegam a Belém, o festejo é celebrado.

Apesar de existir em diferentes regiões do Brasil, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os estados mais comuns de realizar a festa.

Festa do Divino

A Festa do Divino é outro festejo católico, executado no dia de Pentecostes. No entanto, ainda que tenha raízes cristãs, outros elementos de caráter popular lhes foram acrescidos, tais como a figura do Imperador, o levantamento do mastro e os fogos de artifícios.

A celebração é uma herança dos portugueses e, além de Goiás, é realizada em cidades de outras regiões, como Mogi das Cruzes, em São Paulo, Paraty, no Rio de Janeiro, e em algumas cidades de Rondônia.

Romaria do Divino Pai Eterno

Outra festa semelhante a do Divino é a do Divino Pai Eterno que acontece em Trindade, cidade do estado de Goiás, no primeiro domingo do mês de julho. Na mesma data, a Igreja Católica comemora a Santíssima Trindade.

Com origem remota a 1840, período no qual uma família de lavradores localizou uma medalha com a imagem da Santíssima Trindade coroando Maria, desde então o festejo é realizado.

Ao longo de duas semanas, romeiros fazem o percurso de 18 km a pé, na rodovia GO-060, entre o trevo de Goiânia e a Basílica do Divino Pai Eterno, para fazer os seus pedidos e agradecimentos.

Congada de Catalão

A Congada de Catalão é uma festa celebrada desde 1876, sendo uma das mais antigas em Goiás.

Com início no segundo domingo de outubro, o festejo é fragmentado em duas partes, uma religiosa e outra folclórica. Na parte religiosa são feitas missas, procissões e rezas de terços, na folclórica, há a apresentação de músicas e danças, além de visitas aos primeiros moradores da região.

A sua origem é africana e apesar de ter começado apenas com participantes da Irmandade do Rosário, recentemente reúne mais de mil dançarinos, elencados em 16 ternos (grupos).

Danças da Região Centro-Oeste

As danças brasileiras estão interligadas com a cultura e os fatores históricos de cada povo. No contexto do centro-oeste brasileiro, muitos ritmos alegres e coloridos o representam.

Cada estado possui as suas danças, isso por conta de suas características próprias. Veja a seguir as danças da região centro-oeste:

Danças de Goiás

Danças da Região Centro-Oeste – Catira.

Catira, vilão e tambor são as danças típicas de Goiás.

A catira é a mais conhecida delas, na qual um grupo de pessoas fica em frente a outra e sapateiam e batem palmas ao som de uma viola.

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